UFSB fecha parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura para retomada do monitoramento pesqueiro em municípios da Bahia
Depois de quase 15 anos de apagão de dados sobre a produção pesqueira no Brasil, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) vem retomando o monitoramento da pesca no país, o que é essencial para a promoção de políticas públicas e gestão da atividade. Para dar conta deste desafio em um país continental, o MPA está criando uma rede de parcerias com universidades federais, reconhecendo a importância destas instituições na produção de conhecimento no país.
Na Bahia, o MPA firmou parceria com a UFSB a partir de um Termo de Execução Descentralizada (TED n. 28/2024), o qual viabilizará a realização do projeto intitulado “AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE E PRODUÇÃO PESQUEIRA EM MUNICÍPIOS LITORÂNEOS DA BAHIA”. Este projeto contemplará 12 municípios, desde Mata de São João (Litoral Norte) a Nova Viçosa (Extremo Sul), que estão distribuídos em cerca de 1100 km de litoral.
Para dar conta desta grande extensão territorial, o projeto supracitado será coordenado pelo Laboratório de Recursos Pesqueiros e Aquicultura (CFCAm/UFSB), mas também envolverá profissionais dos Centros de Formação em Ciências Agroflorestais e em Desenvolvimento Territorial. Adicionalmente, este projeto será desenvolvido em parceria com o Laboratório de Ictiologia e Pesca da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).
Nesta perspectiva, a Profa. Joana Angélica Guimarães da Luz reuniu-se com a equipe da Secretaria Nacional de Registro, Monitoramento e Pesquisa (SERMOP-MPA) na última quarta-feira (19/02). Nesta reunião, a Reitora ouviu da equipe da SERMOP sobre os objetivos, expectativas e aplicações das parcerias firmadas entre o MPA e as Universidades. Por parte da UFSB, a Profa. Joana Angélica reafirmou o compromisso institucional com o território e comunidades tradicionais da Bahia, e anotou a vocação da UFSB com o ensino, pesquisa e extensão para temas relacionados aos mares e oceanos, incluindo as dimensões ambiental e social, especialmente capitaneada pelos cursos de Oceanologia e Engenharia de Aquicultura e Recursos Hídricos.
Texto: Leonardo Moraes
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