Estudantes da UFSB visitam Aldeia Indígena Tetama Acuípe de Baixo
No último domingo (23/02), cerca de 50 alunos/as da UFSB participaram da aula de campo na Aldeia Indígena Tetama Acuípe de Baixo, localizada em Olivença, município de Ilhéus. A atividade foi coordenada pela professora Fabiana Costa - IHAC-CJA e fez parte do processo de ensino aprendizagem dos Componentes Curriculares "Cidadania e Movimentos Sociais" e "Culturas, Territórios e Saberes Locais" da Licenciatura Interdisciplinar em Ciências Humanas e Socias.

Os estudantes foram recepcionados pela coordenadora/professora do Colégio Estadual Indígena Tupinambá do Acuípe de Baixo, Rosilene Tupinambá que ministrou uma aula sobre o processo histórico de lutas pelo território indígena - através da demarcação das terras e pela implantação da educação indígena nas Aldeias. O debate e implementação da educação indígena teve início no final da década de 90 e foi um longo processo que envolveu o diálogo com os anciãos e anciãs, a organização da estrutura curricular, a estruturação do espaço físico e, principalmente o reconhecimento da educação indígena pelo Governo Federal e Governo Estadual. Atualmente a Aldeia conta com um Colégio Estadual que possui cerca de 300 alunos/as indígenas matriculados, entre os níveis: Educação Infantil, Fundamental I e II, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos.
Na segunda etapa da visita, as lideranças jovens Iãkatu Tupinambá (aluna da UFSB) e Herbert Tupinambá (aluno da UFBA) fizeram um passeio pelo território da Aldeia contando um pouco da história de lutas e resistências, mas acima de tudo afirmando o território como local sagrado de contato com a natureza, com os encantados e as diversas referências culturais que os povos indígenas possuem com a terra, com as matas, com os rios, com os mares e com o mangue.
Ao final da aula de campo, os/as estudantes através das trocas e do diálogo com a comunidade indígena, puderam conhecer um pouco mais mais sobre a importância da luta dos povos originários na preservação do meio ambiente, na demarcação e no reconhecimento do território indígena Tupinambá pelo poder público.
Fonte: Fabiana Costa
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